.
Chippu - A dica do momento

.

Os 10 melhores de filmes de 2020 - Lista do Chippu

Nossa equipe seleciona os 10 filmes que mais marcaram durante o ano.

2020 foi um ano muito diferente para filmes. O cinema basicamente deixou de existir durante meses, filmes aguardados foram adiados para 2021 e streaming virou de uma vez por todas o foco dos grandes lançamentos. Por conta disso, não tivemos a oportunidade de ver as novas obras de grandes diretores como Edgar Wright, Denis Villeneuve e Wes Anderson.


Mas isso não quer dizer que não tivemos ótimos lançamentos esse ano, por isso fizemos essa lista. Ela não é um ranking, mas uma coleção dos filmes que se destacaram nos últimos meses, aquilo que mais marcou a equipe do Chippu ao longo de 2020.


Seguimos apenas uma regra: para entrar nessa lista, o filme tem que ter sido disponibilizado no Brasil ao longo de 2020, seja pela aluguel digital, streaming ou cinemas. Isso significa que alguns dos lançamentos mais celebrados do ano nos EUA ficaram de fora, mas ainda estamos confiantes na qualidade desse Top 10. Sem mais delongas...


A Vastidão da Noite
(Amazon Prime Video)


A Vastidão da Noite é a essência do cinema independente moderno, construído com pouquíssimo dinheiro e uma historia simples que compõem uma atmosfera baseada em narrativa tensa e misteriosa. É a junção de referências ao cinemão clássico de sci-fi, mas atualizada com estética moderna e inspirada no ritmo intenso de podcasts e audiobooks de suspense. - Thiago Romariz


Boys State
(Apple TV+)


Tranquilamente um dos melhores documentários que já vi. Boys State é o nome de um acampamento/programa para meninos que acontece nos EUA com a intenção de formar novos políticos. Assistir a esse filme é ver que a corrupção que o poder traz não afeta apenas os eleitos, mas pode alcançar qualquer pessoa. Boys State termina como uma analogia quase perfeita demais sobre o cenário político moderno, cheio de agressividade, trapaças e mentiras. - Guilherme Jacobs


Destacamento Blood
(Netflix)


Spike Lee está numa das melhores fases de sua carreira e Destacamento Blood representa isso. Contando a história de cinco negros que lutaram no Vietnã, o diretor comenta sobre racismo e política através de um prisma pessoal, focado na amizade e nas pessoas que se tornam tão importantes para nós ao ponto de virarem ícones. A presença de Chadwick Boseman no filme acabou se tornando mais memorável após sua morte e status como lenda do cinema de herói, o que combina muito com seu personagem. - Guilherme Jacobs


Mank
(Netflix)


Para muitos, inclusive este que vos escreve, essa era o principal lançamento do ano. O primeiro filme de David Fincher em seis anos estreou em dezembro na Netflix com um peso enorme nas costas - contar a história por trás de Cidadão Kane. Mas Mank não é tanto sobre os bastidores de uma das maiores obras norte-americanas de todos os tempos quanto é sobre o cinema em si, seu poder, sua influência e a responsabilidade de criar arte. É um toque de mestre que recompensa assistir e reassistir. - Guilherme Jacobs


Nunca Raramente, Às Vezes Sempre
(iTunes, Google Play e YouTube)


Este filme preenche a lacuna do cinema independente forte e com caráter social em 2020. A jornada simples de duas amigas até Nova York se aprofunda em temas como abuso, aborto e desigualdade social sem nunca fazer destas questões um panfleto dos personagens. As poucas palavras durante o filme se justificam pelas atuações brilhantes de jovens atrizes que personificam a insegurança e inocência das protagonistas daquela história tão comum nos dias atuais. - Thiago Romariz


O Som do Silêncio
(Amazon Prime Video)


À parte da atuação memorável de Riz Ahmed, sempre pautada pela sutileza e contenção em momentos de explosão, O Som do Silêncio encanta por explorar de forma singela o desapego de um obcecado com sua paixão. A primazia técnica do filme segue essa toada de simplicidade, pois não exagera na estética para envolver o espectador dentro do mundo silencioso do protagonista, que começa sombrio e termina resplandecente. - Thiago Romariz


On the Rocks
(Apple TV+)


Sofia Coppola está amadurecendo diante dos nossos olhos, e o mais impressionante é que seus primeiros filmes já tinham uma noção muito clara do que é ser mulher no mundo. Agora, a diretora parece estar interrogando até a si própria e sua filmografia, transformando suas personagens, seus dramas e roteiros para refletir a maturidade e os desafios que vêm com ela. On the Rocks é um prazer de assistir. - Guilherme Jacobs


Os 7 de Chicago
(Netflix)


Aaron Sorkin continuou sua aventura como diretor de cinema com um filme dentro do seu ambiente favorito - o tribunal. Esse drama jurídico relevante para atualidade mostra como protestos, política e racismo estão interligados há décadas através da história real de um julgamento. Apesar de uns embelezamentos desnecessários, Os 7 de Chicago conta com toda a velocidade, dinamismo e empolgação dos roteiros de Sorkin. - Guilherme Jacobs


Resgate
(Netflix)


Resgate pode ser definido como a primeira produção blockbuster de qualidade da Netflix. É um filme que encaixaria em qualquer cinemão e faria história no lançamento - não foi diferente nas telas menores. A produção liderada pelos Irmãos Russo e protagonizada por Chris Hemsworth é simplória em sua história, mas frenética na ação, do jeito que a narrativa atual pede e como a audiência gosta. Um quê oitentista na breguice dos personagens, e um quê de modernidade no frenesi das lutas e explosões. - Thiago Romariz


Soul
(Disney+)


Quando a Pixar acerta, é magia. A nova animação de Pete Docter (Up, Divertida Mente) é um dos filmes mais profundos e maduros do estúdio, que evita clichés e respostas fáceis para as questões complexas que levanta. Soul investiga a natureza humana e do mundo ao nosso redor, nosso propósito e razões para viver, mas faz tudo com muita beleza, leveza e simplicidade. - Guilherme Jacobs